Cirurgia ou tratamento: como saber o que o seu rosto precisa
Quando o caminho honesto é cirúrgico, eu digo. Mesmo que isso signifique perder o procedimento.
"Dá para evitar a plástica?"
Essa é uma das perguntas que mais escuto, e a minha resposta é sincera: nenhum bioestimulador ou tecnologia substitui uma cirurgia. Quando já existe sobra de pele, o resultado mais eficaz pode vir de um lifting facial.
Já houve uma fase em que eu oferecia tratamentos mais agressivos para buscar resultados mais intensos. Descobri que eles não valiam a minha paz: quanto mais agressivo, maior o risco de intercorrência. Hoje prefiro procedimentos seguros e resultado construído a longo prazo, porque "resultado de plástica" sem cirurgia não existe.
Nenhuma plástica é permanente
A cirurgia tira o excesso de pele e melhora o contorno. A pele que fica continua envelhecendo no mesmo ritmo de antes: mais fina, com menos colágeno, com células que já não trabalham como trabalhavam. Operar não encerra o assunto.
A genética também pesa, mas define só o ponto de partida. Um estudo com 186 pares de gêmeos idênticos mostrou que sol, cigarro e variação de peso mudam a idade que o rosto aparenta, mesmo com a mesma genética[1].
"Cirurgia e tratamento de pele não competem entre si. Um faz o que o outro não faz."
Como eu descubro o que é o seu caso
A resposta sai da consulta, que dura cerca de 1 hora. Primeiro eu ouço: o que te incomoda, desde quando, o que você já tentou. Depois examino a sua pele e a sua estrutura facial com calma, com o apoio do Vectra H1, uma câmera 3D que mostra em detalhes a pele, as assimetrias e o que realmente precisa ser tratado.
Com isso, eu consigo te dizer o que um tratamento de pele entrega no seu rosto, o que ele não entrega e quando a indicação é cirúrgica. Se for cirurgia, eu falo na sua cara, mesmo perdendo o procedimento. Eu recomendo pelo benefício real para você, nunca pelo incentivo financeiro.
"E se eu já fiz ou ainda vou fazer cirurgia?"
Os tratamentos de pele seguem fazendo sentido antes e depois dela. Eles agem na sustentação, na espessura e na qualidade da pele, a parte que o bisturi não trata. Quando entram na hora certa, ajudam a manter a firmeza por mais tempo.
- Guyuron B et al. Plast Reconstr Surg. 2009;123(4):1321-31. PMID 19337100 · doi
Conteúdo informativo. A indicação de qualquer tratamento depende de consulta.
